Resenhas #6 A máquina do tempo
Olá, queridos leitores! Tudo massa? Estamos de volta com mais uma sessão de resenha. Dessa vez, falarei sobre o clássico da literatura mundial: A máquina do tempo.
Tema bastante recorrente na cultura pop, a viagem no tempo tem feito muita gente sonhar: o que mudaria se fosse possível voltar ao passado? E se houvesse a chance de visitar o futuro? A primeira obra tendo esse tema central, publicada em 1895, optou por essa última opção, indo direto para o ano 802.701 d.C.! Por que tão distante assim? Bem, é o que veremos.
O livro
A obra começa com o viajante do tempo numa reunião em sua casa, falando com seus convidados sobre a possibilidade de viajar no tempo. Ele apresenta um protótipo em escala reduzida de sua máquina do tempo (a partir desta obra, todo dispositivo construído com este fim foi chamado assim). O viajante não tem o nome mencionado e os convidados ficam com os dois pés atrás diante dessa promessa. Ele consegue fazer seu protótipo sumir da vista de todos, sem saber dizer se foi para o passado ou futuro, prometendo uma viagem em que ele próprio faria na máquina real.
Após alguns dias, os convidados estão novamente na casa do viajante do tempo, aguardando seu relatório sobre o funcionamento da máquina. O protagonista chega com a cara de acabado, cabelos sujos e algumas cicatrizes. Mal parece que eles haviam se visto há cerca de uma semana. Começa a história logo após o viajante comer carne de cordeiro, que há muito não provava.
Nosso herói foi para o ano 802.701 d.C. Estamos acostumados com histórias desse tipo que geralmente usam intervalos de 30 anos, não sei se por causa de uma geração, mas aqui o viajante vai para um futuro muito, mas muito distante. Tudo parece um deserto, abandonado, até que ele encontra seres pequenos, semelhantes aos humanos, mas bem baixinhos, na casa de 1,20 m, chamados de Eloi. Ele não entende seu idioma e estranha como tudo ali é diferente. Ele começa a deduzir o que deve ter acontecido pra humanidade chegar àquele estado.
Não demora pra ele encontrar outro tipo de ser, também descendentes do homem, mas bem bizarros e estranhos: os Morlocks. Estes viviam no subterrâneo e evitavam a luz solar ou qualquer tipo de luminosidade, sendo seres noturnos e perigosos. Em meio a todo esse processo, o viajante faz amizade com uma Eloi chamada Weena e descobre que sua Máquina do tempo desapareceu. O restante do livro conta o processo de recuperação da máquina e retorno ao tempo presente da história. Os convidados ficam sem saber se acreditam ou se dão crédito à criatividade por uma história tão interessante e original.
O filme de 2002
Após terminar o livro, fui rever o filme A máquina do tempo, de 2002. A história começa com a perde de uma pessoa querida, que leva ao viajante a criar sua máquina para mudar o passado e segue um rumo totalmente diferente do livro, que não tinha um objetivo claro para a criação do dispositivo. Não sei o que o roteirista pensou ao tomar essa direção, mas ficou bem ruim se olharmos o peso dramático do livro.
Os Eloi e Morlocks estão lá, mas passam a impressão de que está faltando alguma coisa. Os Eloi são pessoas de estatura normal, mas não existem idosos. Por algum motivo, um ou outro ainda fala o idioma inglês, que ajuda o protagonista a entender o que está rolando, mas são os mesmos 802.701 anos depois de Cristo! O final é meio sem sentido, mesmo pegando parte do livro. Há muitas conveniências e ajuda do editor para a história rolar, o que explica bem o fracasso nas bilheterias.


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