Resenhas #3 Mozart Couto e Arthur Garcia
Olá, queridos leitores! Tudo massa? Estamos de volta com mais uma sessão de resenhas! Dessa vez, falaremos um pouco dessas biografias inspiradoras dos mestres dos quadrinhos Mozart Couto e Arthur Garcia.
Como nas resenhas anteriores, essas obras foram de autoria do conhecido Alexandre Nagado, do Blog Sushi Pop e com grande participação na saudosa Revista Herói, que recentemente teve um livro lançado em comemoração aos 30 anos da revista.
Da editora Criativo/GRRRR!, estes livros nos trazem as trajetórias de grandes nomes dos quadrinhos nacionais! Alexandre Nagado teve todo cuidado para reunir as informações dos bastidores, trabalhos lançados, projetos em andamento e como cada um deles foi e é um grande exemplo de dedicação e esforço para suas famílias. Esses caras parecem incansáveis! Não dá pra começar a falar sem lembrar as duas biografias que já passaram por aqui, dos mestres Paulo Fukue e Ignácio Justo. Ambos tiveram uma carreira brilhante, não mediram esforços para orientar e inspirar toda uma geração de leitores e autores
Mozart Couto
Não vou me aprofundar, porque vale muito a pena adquirir esta obra para aproveitar tudo o que ela nos oferece. Mas destacarei alguns pontos que chamaram mais a atenção. Por exemplo, o Mozart estreou com um traço bem avançado para a sua pouca idade, como se fosse um veterano. Seu nível lembrava bastante o do Frazetta, autor de Vampirella, para vocês terem uma ideia. Também se assemelha a ao do Robert E. Howard, autor de Conan, o bárbaro.
Suas obras eram voltadas à fantasia, ficção científica e de cunho erótico, que por um tempo assinou com um pseudônimo. Além de tudo isso, Couto procurou variar seu traço, fosse com pincel, lápis ou até mesmo de forma digital, sendo um grande conhecido na comunidade do GIMP, aplicativo do Linux. Há também várias obras que ensinam técnicas de desenho no site da Editora Criativo.
Mozart segue trabalhando até hoje e teve várias de suas obras relançada em álbuns de luxo, pois há uma legião de fãs que curtem e acompanham seu trabalho até hoje.
Arthur Garcia
Conheço o nome do Arthur Garcia desde as minhas idas às bancas de revista, quando procurava as que ensinavam a desenhar. Isso no final dos anos 1990 e começo dos anos 2000. Tive algumas revistas de autoria dele e também uns dois exemplares de Daniel, o anjo da guarda, que tinha um traço muito semelhante ao de Dragon Ball.
Como os demais, Arthur desenhava desde cedo, estudou bastante e até se formou em artes na faculdade. Chegou a passar em alguns concursos para lecionar, mas preferiu seguir a vida como desenhista, que era o que lhe fazia se sentir bem.
Um artista completo, desenhava em vários estilos, desde o infantil, Mangá ou realista. Foi eleito o melhor desenhista de Portugal por mais de uma vez e tem um trabalho bastante conhecido por lá, Os Cruzadinhos. Ilustrou livros didáticos, bíblicos e até ilustrou uma obra judaica, com algumas exigências peculiares. Um personagem seu bem conhecido e que voltou recentemente num álbum completo é o Pulsar.
Arthur Garcia segue firme, sempre produzindo, como se fosse um CLT, trabalhando em sua casa desde cedo até o finalzinho da tarde.
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E aí? Curtiram? Pra mim, esse tipo de obra é sempre inspirador, do tipo que me faz querer voltar a desenhar e criar histórias, mesmo de forma limitada. Em uma época em que as pessoas não querem ter trabalho para pensar, criar ou desenhar por meio de ferramentas de IA, acho que é uma boa hora de voltar a manusear lápis e caneta!

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